Hérnia de disco: sintomas, diagnóstico e quando considerar a cirurgia
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Introdução
A hérnia de disco é uma das causas mais comuns de dor na coluna e uma das condições que mais geram dúvidas entre os pacientes. Muita gente recebe o diagnóstico e já associa imediatamente à necessidade de cirurgia — o que, na maioria dos casos, não é verdade.
Neste artigo, você vai entender o que é a hérnia de disco, como ela se manifesta, como o diagnóstico é feito e quando, de fato, a cirurgia se torna necessária.
O que é hérnia de disco?
Entre cada vértebra da coluna existe uma estrutura chamada disco intervertebral. Ele funciona como um amortecedor, distribuindo cargas e permitindo o movimento da coluna.
Cada disco é formado por duas partes: um anel fibroso externo e um núcleo gelatinoso interno.
A hérnia de disco acontece quando esse núcleo se desloca ou rompe o anel fibroso, podendo comprimir estruturas nervosas próximas — como raízes nervosas ou a própria medula espinhal.
Ela pode ocorrer em qualquer região da coluna, mas é mais frequente nas regiões lombar (parte baixa) e cervical (pescoço).
Quais são os sintomas?
Os sintomas variam conforme a localização e o grau de compressão nervosa:
Hérnia lombar:
- Dor lombar intensa
- Dor que irradia para a perna (ciática)
- Formigamento ou dormência em coxa, perna ou pé
- Fraqueza muscular nos membros inferiores
- Dificuldade para caminhar ou ficar muito tempo sentado
Hérnia cervical:
- Dor no pescoço
- Dor que irradia para o ombro, braço ou mão
- Formigamento nos dedos
- Fraqueza no braço ou mão
- Tontura ou dor de cabeça associada
Em alguns casos, a hérnia pode existir sem causar sintomas, sendo descoberta apenas em exames de rotina.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico envolve três etapas principais:
- História clínica detalhada — quando começou a dor, características, fatores agravantes e atenuantes.
- Exame físico neurológico — avaliação de força, sensibilidade e reflexos.
- Exames de imagem — a ressonância magnética é o exame de escolha para visualizar a hérnia e seu impacto sobre as estruturas nervosas.
É importante destacar: o diagnóstico de hérnia em um exame de imagem não significa, automaticamente, indicação cirúrgica. O quadro clínico do paciente é o que guia a decisão.
Tratamento: cirurgia é sempre necessário?
A resposta direta é: não.
Estima-se que cerca de 90% dos casos de hérnia de disco respondem bem ao tratamento conservador, que inclui:
- Medicamentos para controle da dor e inflamação
- Fisioterapia especializada
- Ajustes posturais e mudanças de hábito
- Bloqueios e infiltrações guiadas por imagem, em casos selecionados
- Reabilitação progressiva
A cirurgia é considerada quando há:
- Falha do tratamento conservador após período adequado
- Dor incapacitante persistente, que não responde a outras abordagens
- Déficit neurológico progressivo — fraqueza muscular que piora
- Síndrome da cauda equina — uma emergência médica com perda de controle urinário e intestinal
Como é a cirurgia hoje
As técnicas cirúrgicas para hérnia de disco evoluíram muito nos últimos anos. Hoje, é possível realizar procedimentos com:
- Pequenas incisões
Auxílio de microscópio ou endoscópio - Menor agressão aos tecidos
- Recuperação mais rápida
- Menor tempo de internação
A escolha da técnica depende da localização da hérnia, do quadro clínico e das condições gerais do paciente.
Conclusão
A hérnia de disco é uma condição comum, tratável e que, na maior parte dos casos, não exige cirurgia. O mais importante é receber um diagnóstico bem feito e seguir um plano terapêutico personalizado.
Se você foi diagnosticado com hérnia de disco e tem dúvidas sobre o tratamento, agende uma avaliação especializada para entender as melhores opções para o seu caso.